FREE MIND


domingo, 18 de dezembro de 2011

O novo que vem de novo...


 Vim escrever meu ultimo post do ano! Não preciso deixar claro a rapidez com que ele passou, e cá estamos nós, nos finalmente... É típico das pessoas, fazerem um balanço do seu ano: as metas foram alcançadas? Planos e objetivos realizados? Promessas cumpridas? E em especial pensar se algum dos 7 desejos das 7 ondinhas foram obtidos com êxito. Tenho a péssima mania de não me lembrar do que eu pedi nessas tão importantes ondinhas. Se eu me basear no meu último ano para advinhá-los, creio que pedi um amor novinho em folha, um estágio, saúde...e por ai vai a minha listinha. Ano novo é bom. É um recomeço. É poder acreditar que tudo pode dar certo, mesmo que ainda não tenha dado. Ano novo é virar a página, que está branquinha, brilhando pronta pra ser preenchida. Ano novo é poder se entregar e dar, dar muito de si, melhorar como pessoa, como amiga, como amante, namorada, mulher. Não existe nada melhor do que poder recomeçar, do que ter um ano novo pronto para ser vivido, para ser completado de momentos incríveis. Ano novo é bom também pra deixar pra trás mágoas passadas, arrependimentos, tristeza, tudo o que não te faz bem e não te traz alegria. Sempre acreditei que as coisas irão acontecer, as coisas irão se encaixar, infelizmente, nem sempre do jeito que queremos, no tempo que desejamos mas elas se encaixam, don't worry about it. 
   Esse ano refleti e cresci muito como pessoa. Enxerguei coisas que não estavam nítidas, claras e delimitadas. Me permiti novas experiências, me encontrei em alguns aspectos mas me perdi em outros, porém sem pânico, as vezes se perder faz bem, as vezes só é possível achar o caminho certo se você se permitir largar um pouco o mapa. Andar sem rumo e sem direção, ver o que o destino te entregará. Me lembro das lágrimas que escorriam no meu rosto às 23:40 do dia 31 de dezembro de 2010. O gosto salgado de cada lágrima, me despertava uma dor, uma angústia, mas logo em seguida vinha uma pontinha de vontade de ser feliz, de acreditar que as coisas iriam melhorar pra mim, que eu deveria comemorar aquela virada de ano como uma virada na vida. Comemorar o novo que estava por vir. Ano passado, foi um ano sofrido, de aprendizagem, de perdas, e decepção. Não somente disso, foi um ano de que me fez olhar pra dentro, me colocar em primeiro lugar, UM ANO DE SUPERAÇÃO. O período foi além de um ano, no começo de 2011 caminhei devagar e penei pra pular todos os obstáculos que me impediam de seguir livre leve e solta, mas encho a boca pra dizer que enfrentei todos e todos estão lá atrás.  Foi difícil? Foi. Foi sofrido? Foi. Só eu sei, quantas vezes quis fraquejar, quis me entregar pra tristeza, pro isolamento, pro desanimo e desilusão, mas só eu sei também a sensação de cada obstáculo ultrapassado, e nao tenho duvidas que levarei a lição pra vida toda. 
 Aqui estou eu, feliz da vida. SIM, EU ESTOU FELIZ DA VIDA!!!! A melhor sensação é a da felicidade que vem de dentro, que é sua e de mais ninguém. Nada impede ela, ela está aqui e está pronta pra ser sentida do começo (ao fim). Termino o ano com sensação de missão cumprida, de tranqüilidade, paz e cheia de amor pra dar!!!!!

Um beijo, 
B.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sem cheiro. Sem cor. Sem forma...

Eu tenho uma indignação. Eu sinto uma indignação com formato de angústia. Isso existe? Bom, sei la. Não me acrescenta ter essa resposta, talvez me angustie mais e mais e mais... Já sei que não sei escrever bem, mas eu escrevo pra mim mesma, isso me basta, já é o suficiente. Cada palavra aqui, talvez seja um peso a menos ali. Da onde eu tiro tanta angústia? Tantas dúvidas, uma inquietação sem fim... Me pergunto há quanto tempo não sinto isso, ou pelo menos sinto mas conseguia controlar. Hoje eu desabo e desabafo. Desabado por tanta dúvida se o caminho está certo, se meu corpo está bom, se sou aquilo que sempre pretendi e almejei ser ser. Sim, eu sei, dúvidas pequenas demais pro tamanho do mundo e pra quantidade de vida que tenho pela frente. Garanto que se soubesse controlar meus pensamentos e questionamentos não teria o porque escrever tanto pra me livrar de tanta coisa. Estaria rindo à toa. Distribuindo felicidade. Minha cabeça trabalha que é uma beleza. Se eu tivesse um pouco dessa produtividade já estaria longe, criando algo revolucionário para o mundo. Cada coisinha pequena vira AQUELA coisa... Que bosta! Será que é assim que devo deixar as coisas rolarem? Me falta um pouco de auto-controle, de pensamentos positivos, de poder sobre mim mesma. Enquanto rola esse textos, essas palavras, eu já estou pensando na quantidade de tarefas que deveriam estar sendo completadas e realizadas, mais angústia. Porém, se eu nao tivesse escrevendo cada palavra destas, me faltariam forças para completá-las, já que a cada letra aqui, menos uma dor ali. Compreende? É simples. Isto aqui é meu medicamento, a cura para minha doença.
Me pego falando comigo mesma "Bia, para..."; "relaxa... tudo vai dar certo"... aquelas coisas clichês que vivem nos dizendo e que na hora do aperto a gente mesmo diz. Pra quê? Sei la, tentar se conformar eu acho... A vida é assim, problemas aqui, um dia mais, outro menos, e assim a gente vai tocando, ou ela vai tocando a gente, eu sei lá quem controla quem, mas sei que hoje, no meu caso, quem me controla e me domina são esses malditos pensamentos trancafiados a sete chaves dentro do meu coração e da minha cabeça... Aí calma, tem a pior parte disso tudo. O enjôo. Eu sinto um maldito enjôo e mal estar. Como pode o abstrato me fazer sentir? O sentimento, aquilo sem forma, sem cor, sem cheiro me pegar de estômago e me fazer querer botar pra fora, tudo o que eu posso e mais um pouco... Que bosta. Sabe lá se isso que sinto é normal ou se é drama. As vezes dou dessas de fazer drama, mesmo que invisível para as pessoas ao redor, um drama pra mim, a principal dessa história toda... Se eu soubesse ao menos definir isso tudo. Tá confuso né? Eu sei, eu sou confusa, nem mesmo eu entendo o que eu sinto como é que posso esperar que você aí entenda... Só queria desabafar, colocar pra fora, tirar o peso do meu maldito ombro que me atormenta 365 dias...